O Índice de Preços Ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado na semana passada pelo IBGE, registrou variação de 0,53% em relação ao mês anterior. O acumulado do ano fechou em 4,97% e, em 12 meses, o índice situou-se em 7,31%, bem acima do teto da meta (6,5%). Entre os grupos que mais pressionaram a inflação no mês, estão alimentos (0,64%), passagens aéreas (23,4%) e combustíveis (0,69%).
A expectativa do Banco Central é que a inflação cedesse à turbulência internacional, pelo visto, isso ainda não se concretizou. Na última reunião do COPOM, realizada no final de agosto, a questão da crise das dívidas européia e norte-americana foi levantada como fator de desaquecimento da demanda global, o que, em tese, aliviaria a pressão inflacionária.
Essa foi a justificativa para cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,5%, fixando-a em 12,0% ao ano, haja vista que a possível recessão global poderia contagiar a nossa economia. É esperado que a taxa siga numa trajetória descendente, podendo atingir 11%, segundo relatório Focus do Banco Central. Por conseguinte, o crédito e o investimento seriam estimulados e o nosso Produto Interno Bruto correria um risco menor de amargar uma retração.
Seria imprudente afirmar que o Brasil está completamente blindado da crise. No entanto, possuímos um mercado interno sólido e crescente, capaz de equilibrar as contas internas e que poderia sustentar a nossa economia em um contexto de recessão global.
Fonte: www.cdlbh.com.br

















