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Fornecedores internacionais de tecnologia veem no Brasil um oásis para fugir do cenário conturbado na Europa e uma grande possibilidade de expansão para fazer novos investimentos. A explicação, segundo empresários do setor, é a demanda reprimida por tecnologia e o crescimento em ritmo chinês da economia no pós-crise internacional.
Exemplo claro do interesse estrangeiro pelo setor de tecnologia no País é a promessa de investimentos da companhia belgo-americana Vasco, fornecedora de soluções de autenticação, assinatura eletrônica e aplicações de segurança na internet. De acordo com o diretor de Comunicação da Vasco, Jochem Binst, a empresa pretende ampliar sua atuação no País e beliscar também uma fatia do crescimento do comércio eletrônico (e-commerce), segmento que movimentou R$ 10,6 bilhões no ano passado e cresceu 30%, na comparação com o ano anterior.
Outra aposta da companhia é atuar também com clientes corporativos e oferecer serviços de autenticação e segurança da informação a empresas de diversos segmentos no Brasil. "Começamos a analisar o mercado além do setor bancário", disse.
Binst contou também que a Vasco tem interesse em implantar uma fábrica no Brasil, para a produção de sua área de hardware, que, no caso da empresa, são os Tokens, pequenos dispositivos de autenticação de senhas. O executivo disse que a empresa já negocia com o governo mineiro a possibilidade de construir sua base industrial - hoje a Vasco mantém sua produção em países asiáticos como China e Filipinas.
Segundo ele, a empresa aposta na maturidade da economia brasileira para instalar não apenas uma fábrica, mas para fazer uma plataforma de negócios e exportar os produtos a toda a América Latina. "Neste momento, estamos negociando para fazer uma produção local. Vamos buscar parceiros que tenham experiência na montagem de microeletrônicos, para garantir um padrão de qualidade", disse ele, ao referir-se à necessidade de empresas do setor bancário que utilizam os aparelhos para liberar assinaturas eletrônicas aos clientes.
Demanda
Atenta à demanda aquecida por tecnologia, a Intel, fabricante de chips e microprocessadores, foi atrás de parcerias com grandes grupos de TI, de Telecomunicações e do setor financeiro para alcançar as pequenas e médias empresas (PMEs). Segundo o diretor de Marketing da Intel, Caio Tietê, a fabricante de processadores encomendou uma pesquisa ao Instituto Ipsos para saber qual a penetração da informática nas PMEs. "Entendemos que elas são muito importantes para a economia, já que correspondem a mais da metade das empresas do País."
De acordo com o estudo, do qual participaram 1.500 empresas com até 200 funcionários, 8% das entrevistadas não possuem computador. Deste total, 68% acreditam que o aparelho não é necessário para o andamento do negócio.
O tempo médio de substituição dos computadores das empresas é de um a três anos para desktops (computadores de mesa) e de dois a cinco para modelos portáteis e notebooks. A pesquisa revela também que apenas 38% das empresas têm um setor de tecnologia da informação (TI); destas companhias, 50% mantêm o setor apenas para a realização de funções técnicas, sem o acompanhamento de um profissional especializado. Quanto ao o número médio de funcionários, é de 5,63 pessoas por departamento de TI, no Brasil.
Outra observação da pesquisa diz respeito aos servidores: 25% das empresas não usam o equipamento para controlar o tráfego de dados, e 40% delas usam máquinas comuns (desktops) como servidor. A conectividade das PMEs brasileiras também é um desafio, segundo o estudo: 60% dos entrevistados disseram que não possuem conexão sem fio.
Com base nos dados do levantamento, a Intel firmou parceria com Itautec para oferecer a parte de hardware e computadores, Embratel, que promete pacotes de internet em banda larga - de 3 a 12 megas - e franquias de voz para as empresas adeptas ao "Kit de Competitividade". Além deles, o Google vai oferecer recursos do Google AdWords às empresas que se cadastrarem no site oficial do kit. Já o banco Itaú entrará com uma linha de crédito diferenciada para aquisição dos equipamentos das empresas participantes do projeto, que estará disponível aos empresários a partir de 21 de junho pela internet.
Fonte: www.spcbrasil.org.br
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